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Antero de Quental · Modernismo

Comunhão

portugués

Reprimirei meu pranto!... Considera
Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram,
Quantos as mãos incertas levantaram
Sob este mesmo céu de luz austera!...

— Luz morta! amarga a própria primavera! —
Mas seus pacientes corações lutaram,
Crentes só por instinto, e se apoiaram
Na obscura e heróica fé, que os retempera...

E sou eu mais do que eles? igual fado
Me prende á lei de ignotas multidões. —
Seguirei meu caminho confiado,

Entre esses vultos mudos, mas amigos,
Na humilde fé de obscuras gerações,
Na comunhão dos nossos paes antigos.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Comunhão
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-comunhao--antero-de-quental-957618
Cita recomendada
Antero de Quental, «Comunhão», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-comunhao--antero-de-quental-957618.html

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