✶  CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  ✶

Poetósfera › La Biblioteca › António Gomes Leal

António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

Idylio meridional

portugués

Sem ti, vejo o meu futuro
Um horto cheio d'abrolhos!—
Ah não me deixem teus olhos
Por este caminho escuro!

No inverno, as candidas aves
Abandonam os pombaes,
Meu bem, teus olhos suaves
Não me desterrem jámais!

Quando á tarde o ceu flameja,
Junto de ti encostado,
Que vezes, não tenho inveja
Da agulha do teu bordado!

Eu quizera a toda a hora
Cantar-te, ó sol os meus dias!
Como os sonetos que á Aurora
Enviam as cotovias.

Ó labios que pedem beijos!
Ó brancas mãos delicadas!
Voam a vós meus desejos
Quaes pombas ensanguentadas!..

Ó rival das açucenas!
Nenhum punhal faz no peito
As chagas que me tem feito
Essas tuas mãos pequenas!

E, comtudo o amor só dura
Entre as lagrimas da magoa,
—Como uma violeta escura
Que se morre á mingoa de agoa!

Um horto todo d'abrolhos
Sem ti será meu futuro!—
Ah! não me larguem teus olhos
Por este caminho escuro!

Sigue explorando

Por su autor
António Gomes Leal · 104 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Hymno ao sol — Volney (les ruines)Idyllio triste →

Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
Idylio meridional
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Libro o colección de origen
Claridades do sul
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-idylio-meridional--antonio-gomes-leal-2950b5
Cita recomendada
António Gomes Leal, «Idylio meridional», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-idylio-meridional--antonio-gomes-leal-2950b5.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. No pedimos datos personales para avisar de una errata; para otra cosa, escríbenos desde Sobre la casa.