✶  CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  ✶

Poetósfera › La Biblioteca › Tomás António Gonzaga

Tomás António Gonzaga · Romanticismo

II — XXVIII

portugués

Detém-te, vil humano;
Não espremas a cicuta
Para fazer-me dano.
O sumo que ela dá é pouco forte;
Procura outras bebidas,
Que apressem mais a morte.

Desce ao Reino profundo.
Ajunta aí venenos
Que nunca visse o mundo:
Traze o negro licor que têm nos dentes,
Nos dentes denegridos,
As raivosas serpentes.

Cachopo levantado,
Que pôs a natureza
Dentro no mar salgado,
Não se abala no meio da tormenta;
Bem que uma onda, e outra onda
Sobre ele em flor rebenta.

Árvore, que na terra
As robustas raízes,
Buscando o centro, a ferra,
Não teme ao furacão mais violento,
E menos, se se deixa
Vergar do rijo vento.

Sou tronco, e rocha, ó Bela,
Que açoita o Sul, que brama,
E o mar, que se encapela:
Não temas que do rosto a cor se mude;
Vence as rochas, e os troncos
A sólida Virtude.

A maior desventura
É sempre a que nos lança
No horror da sepultura:
O covarde a morrer também caminha;
Com que males não pode
Uma alma como a minha?

Sigue explorando

En el mismo libro
Marília de Dirceu · 96 piezas · II — XXVII · II — XXX
Por su autor
Tomás António Gonzaga · 183 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← II — XXVIIII — XXX →

Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
II — XXVIII
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Libro o colección de origen
Marília de Dirceu
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ii-xxviii--tomas-antonio-gonzaga-2407dd
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «II — XXVIII», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ii-xxviii--tomas-antonio-gonzaga-2407dd.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. No pedimos datos personales para avisar de una errata; para otra cosa, escríbenos desde Sobre la casa.