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Raimundo António de Bulhão Pato · Modernismo

Quien no ama, no vive

portugués

Pois não vês que se a luz do sol nascente
Á rosa na manhã desabroxada,
Não illumina as folhas, desbotada
Fica n'aste pendente,
Sem perfume, sem vida abandonada?

Dize: então queres tu que a formosura
Que o Senhor estampou no teu semblante,
Sem renome, sem gloria, passe obscura
No mundo em que radiante
Ostentar-se podia magestosa?
Queres vel-a abatida como a rosa
Que o sol não illumina?

Pois o que falta a essa fronte bella?
Oh! vais sabel-o:—O amor!
Que se anime e reviva á luz divina
E verás se depois alguem ao vel-a
Lhe nega o seu fulgor!

Ajuda 1850.

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Autor
Raimundo António de Bulhão Pato
Título
Quien no ama, no vive
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Libro o colección de origen
Versos de Bulhão Pato
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-quien-no-ama-no-vive--raimundo-antonio-de-bulhao-p-664ca7
Cita recomendada
Raimundo António de Bulhão Pato, «Quien no ama, no vive», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-quien-no-ama-no-vive--raimundo-antonio-de-bulhao-p-664ca7.html

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