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Almeida Garrett · Romanticismo

Seus olhos

portugués

Seus olhos—se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou—
Não tinham luz de brilhar,
Era chamma de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como o facho do Destino.

Divino, eterno!—e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tam fatal podêr,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.

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Expediente

Autor
Almeida Garrett
Título
Seus olhos
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Libro o colección de origen
Fábulas—folhas cahidas
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-seus-olhos--almeida-garrett-ceb9e7
Cita recomendada
Almeida Garrett, «Seus olhos», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-seus-olhos--almeida-garrett-ceb9e7.html

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