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Antero de Quental · Modernismo

Tormanto do Ideal

portugués

Conheci a Belleza que não morre
E fiquei triste. Como quem da serra
Mais alta que haja, olhando aos pés a terra
E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,

Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre:
Assim eu vi o mundo e o que elle encerra
Perder a côr, bem como a nuvem que erra
Ao pôr do sol e sobre o mar discorre.

Pedindo à fórma, em vão, a idea pura,
Tropéço, em sombras, na materia dura.
E encontro a imperfeição de quanto existe.

Recebi o baptismo dos poetas,
E assentado entre as fórmas incompletas
Para sempre fiquei pallido e triste.

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Dónde vive
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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Tormanto do Ideal
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Libro o colección de origen
Os sonetos completos de Anthero de Quental
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-tormanto-do-ideal--antero-de-quental-492a84
Cita recomendada
Antero de Quental, «Tormanto do Ideal», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-tormanto-do-ideal--antero-de-quental-492a84.html

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