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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

A primavera

portugués

De Julio Forni

Hãode dizer-me—Insensatos!
Que tenha novos amores,
Que brilham já outros soes,
De novo se abrem as flores
E é o tempo dos rouxinoes.

E dirão inda depois:
Que a primavera começa,
E andam aromas no ar,
Que nos sobem á cabeça,
Como um vinho singular.

E eu dir-lhes-hei: Que m'importa!
Faz frio, fechem-me a porta!
—Ella, o meu bem, meu abrigo,
Levou, desde que está morta,
A Primavera comsigo!

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
A primavera
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Libro o colección de origen
Claridades do sul
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-primavera--antonio-gomes-leal-9fc164
Cita recomendada
António Gomes Leal, «A primavera», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-primavera--antonio-gomes-leal-9fc164.html

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