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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

O Astrologo

portugués

Quem tem ouvidos que ouça.

Quem tem ouvidos que ouça, e o velho mundo
Que o aprenda de cór, pois que o que digo
È fructo d'um estudo egregio e fundo
Como a sciencia d'um Chaldeu antigo!

A Terra ha muito que é um charco immundo,
Vencida eternamente do Inimigo,
E ha muito lhe prevejo um fim profundo,
E um terrivel e tragico castigo!

Ora, hontem á noute, fui a um monte
Muito alto—e eis que avisto no horisonte
Dez signos, como em longa proscissão...

E esses signos, a mim que sou vidente,
Tinham formas de lettras, claramente,
—E n'essas lettras li DESTRUIÇÃO.

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
O Astrologo
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Libro o colección de origen
Claridades do sul
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-astrologo--antonio-gomes-leal-f344ce
Cita recomendada
António Gomes Leal, «O Astrologo», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-astrologo--antonio-gomes-leal-f344ce.html

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