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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

O velho

portugués

D'entre os males crueis da Humanidade,
A que os vis animaes estão sujeitos,
Nenhum mais triste e cheio de defeitos...
Do que a dura e imbecil senilidade!

N'esta quadra de prantos e saudade,
Ha velhos d'alvas barbas sobre os peitos,
Que nos fazem lembrar, pelos seus geitos,
Orang-otangos de provecta edade.

E eu vi um velho assim!... Seus fortes braços...
Tinham como a rijesa dos bons aços...
E os seus gestos seriam d'um guerreiro...

Se não fossem seus labios já sem dentes,
Fazendo uns gestos comicos, ridentes...
—Como um macaco em cima d'um coqueiro!...

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Dónde vive
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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
O velho
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Libro o colección de origen
Claridades do sul
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-velho--antonio-gomes-leal-0b4f53
Cita recomendada
António Gomes Leal, «O velho», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-velho--antonio-gomes-leal-0b4f53.html

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